sábado, 11 de dezembro de 2010

Divulgando - Agenda 50 anos de Ya Omindarewá

 
 
 
Queridos amigos!!!
 

É com muito prazer que o CENTRO CULTURAL AGUÉ MARÉ convida todos a participarem da festa dos 50 anos de Yemanjá de Gisele Omindarewá, que acontecerá no dia 18 de dezembro de 2010, na Praia de Itacuruçá/RJ, às 11:00 h., com a saída de um Saveiro para a entrega do PRESENTE DAS ÁGUAS.  
Iyalorixá de renome e muito considerada no meio dos candomblés carioca (iniciada por Joãozinho da Goméia em Angola) e baiano (onde completou suas obrigações em Ketu), a francesa, como é conhecida por todos, procurou conhecer o candomblé na sua origem africana, viajando frequentemente ao Benin para aprender o significado dos rituais dos orixás, o valor das plantas e os cantos em yorubá, o que muito contribuiu para a sua vida como Mãe de Santo do ILE ASÉ ATARÁ MAGBÁ, em Santa Cruz da Serra/Duque de Caxias-RJ.
Nascida  de pais franceses em 1923, em Tanger, no Marrocos. Veio para o Brasil em 1959, como esposa de um Conselheiro Cultural da Embaixada da França. Aqui, conheceu Abdias do Nascimento e, com ele foi para os subúrbios, subiu morros, atrás da alma do povo e, chegou à baixada Fluminense, local escolhido para se fixar no país. Acabou "bolando" no terreiro de Joãozinho da Goméia/Duque de Caxias e se iniciou no santo em dezembro de 1960. Com o falecimento de Joãozinho da Goméia em 1971, completou suas obrigações no ILÊ OPO AGANJU/Bahia, levada por Pierre Verger, seu grande amigo, que lhe apresentou a Balbino Daniel de Paula (Obarayi).
Fez grande contribuição para a história de nossa cultura e ancestralidade com os seguintes escritos:
  • LA MUSIQUE DANS LE CANDOMBLE IN LA MUSIQUE DANS LA VIE. Ocora: Paris, 1967.
  • LA FILLE DE SAINT IN JOURNAL DE LA SOCIÉTÉ DES AMERICANISTES. Paris, 1969.
  • LE ROLE DE LA FEMME DE COULEUR DANS LES RELIGIONS AFRO-BRESILIENNES IN LA FEMME DE COULEUR EM AMERIQUE LATINE. Dir. de Roger Bastide, 1974.
  • A FILHA DE SANTO IN CULTO AOS ORIXÁS. Dir. de Carlos Eugenio marcondes de Moura, Rio de Janeiro, 2004.
  • AWO, O MISTÉRIO DOS ORIXÁS. Pallas, 2007.
  • Michel Dion (sociólogo no CNRS. Paris) OMINDAREWÁ. Pallas, 1998.

É na realização de ações efetivas que elevem a convivência inter-religiosa, na busca de provocar o Estado a criar mecanismos e ações de defesa da multiplicidade religiosa, desenvolvendo junto às comunidades religiosas de matriz africana institucionalização, esclarecimento e defesa de seus direitos, enfrentamento à intolerância religiosa e apoio às atividades de cunho educacional, artístico e cultural nesses espaços que o CENTRO CULTURAL AGUÉ MARÊ organizou esse evento contando com apoio de diversos parceiros: Editora Pallas, Agen Afro, Bom Voo (escola de Parapentes), ICAPRA,  ORTC (Remanescentes de Tia Ciata),CEN (Coletivo de Entidades Negras), COBRA, Humpaime Zoonocum Mean.
Para a realização e implementação dessa atividade, o Centro Cultural Agué Marê gostaria de contar com seu reconhecimento e apoio, servindo de canal de divulgação para os diversos segmentos, em especial, do nosso público alvo.
Contamos com sua presença!!!
Na entrega do presente das águas, pedimos a todos vestir branco.
Sem mais até o presente momento,
Profª Valeria Teixeira
Presidente de Honra do Centro Cultural Agué Marê
Coordenadora do Mutirão de Legalização das Comunidades Tradicionais de Terreiros do Estado do Rio de Janeiro
Coordenadora de Religiosidade em Duque de Caxias pelo CEN (Coletivo de Entidades Negras)
Membro do Grupo de Enfrentamento a Intolerância Religiosa e Promoção de Direitos Humanos 
Membro do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico Racial do Estado do Rio de Janeiro
Maiores informações:
9327-0094
9879-8707
8385-7943

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Intolerância Religiosa Externa... e a Interna????

Tenho participado de reuniões de enfrentamento religioso, inclusive, um trabalho muito sério, dedicado e que tem tudo para dar certo, porém atento para um único detalhe: Estamos em um pleito para combatermos a intolerância religiosa externa, onde não queremos ser mais chamados de "macumbeiros", "adoradores do Diabo", desrespeitados, agredidos verbalmente e fisicamente, ver os nossos templos e roças invadidos e destruídos por outros adeptos de outras religiões. Tendendo a retormar os tempos dos nossos ancestrais que professavam a sua fé, escondendo-se em clareias dentro do mato para adorar os Deuses. Usando o sincretismo como tábua de salvação para que a sua crença, não fosse dissipada de vez. Isso é uma realidade existente, porém, acho que além da intolerância externa que estamos sendo obrigados a conviver, existe um outro fator que muito me preocupa que é a intolerância interna...Sim, a intolerância religiosa interna...intra!
Ressalto isso, porque infelizmente tenho visto, inúmeros irmãos trocarem "alfinetadas", com pretensões de saberem mais que o outro. Desfazendo dos asès alheios; desmerecendo a iniciação daqueles que não foram feitos em asès tradicionais; que não possuem pais ou mães de santo conhecidos ou reconhecidos pelos seus feitos. Desfazendo de casas que não possuam uma estrutura grandiosa, com bons jantares, boas bebidas... É triste e inadimissível, ver irmãos da mesma fé, desdenhando e denegrindo a imagem de outras casas, com o perjorativo adjetivo de "beco", o que me causa muita estranheza, pois os nossos asès tradicionais, hoje tão conhecidos, pela maioria de nós adeptos do Candomblé, começaram na dificuldade, sem uma infra-estrutura, e em sua maioria com uma localização desfavorável. 
Hoje o adjetivo "beco" não é utilizado apenas para casas que realmente estejam à margem das tradições que devem ou deveriam ser cumpridas do candomblé... Virou apenas sinônimo de casas humildes e simplórias; as pessoas querem luxo, ostentação e glamour...esquecendo-se do principal, que é o Culto aos Òrisás de maneira adequada e correta. Tenho consciencia absoluta, como em toda a religião, existem os maus adeptos, os que tentam se prevalecer da fé alheia, que fazem loucuras e aberrações usando o nome dos Òrisás, porém, acredito que se tivéssemos uma instituição rigorosa no controle dessas casas, muitos charlatões não estariam em evidência... Esses sim, deveriam ser punidos e coibidos de alguma maneira, a fim de não encontrarem mais espaço para abusar da fé alheia. 
Todavia, a minha preocupação está em casas simples, que atravessam toda a sorte de dificuldades para continuar cultuando os Òrìsás, e por não fazerem parte de algo que a maioria das pessoas querem ver... acabam ganhando o tal ingrato título de "BECO!"
Acho que toda crítica construtiva é válida, e tenho a certeza, de que a maioria dos adeptos com compromisso efetivo com a sua religiosidade, busca uma melhora...de preferência em todos os sentidos. Daí a minha pergunta: Estamos sendo religiosos quando criticamos a Asè de uma outra pessoa?? Estamos exercendo a nossa fé nos Òrisás quando colocamos defeitos nos fundamentos e oròs realizados por essas casas?? Estamos sendo candomblecistas quando questionamos a iniciação de alguém?? 
Aprendi à duras penas, DIFERENTE não é ERRADO! Nossa religião, é dividida em Nações, e que em particular tem as suas raízes, matrizes e vertentes, e até dentro delas encontramos diferenças. Esquecemos que somos frutos de uma religião que tinha por base a oralidade, e sendo assim, a probabilidade de diferenças, acaba sendo inevitável. Acho que nós, religiosos de fato...temos que ter isso sempre em mente. 
Desde que o mundo é mundo, a rivalidade e a competição entre os seres-humanos existe... isso é outro fato também, porém, acho que devíamos mudar um pouco os nossos comportamentos...
Quando vou em visita a outras casas, o faço com o propósito de cantar, levar uma mão a mais para bater palmas, ajudar a casa visitada, assim como muitas outras religiões fazem. Não saio de dentro da minha casa, sem esse sentimento. Ensino aos meus filhos, que esta é a maneira correta, gostaria  que as pessoas se unissem, que se dessem as mãos, não falassem mal um do outro nem da sua religião. Procurando fazer com que a religião cresça. Respeitando o direito de cada um acreditar em que quiser, sem julgamentos, sem adjetivos humilhantes, sem tripudiações, sem desdenhos. 
A minha defesa, e isto faço questão de enfatizar, são a casas e as pessoas que não tiveram sorte de "nascerem" em  Asès tradicionais; e não aos maus adeptos que utilizam o nome da nossa religião ao seu bel prazer. Casas simples, que lutam para professar a sua fé com dignidade e respeito, e até me incluo nisso, pois não sou oriunda de um asè tradicional, ao ser iniciada , há 17 anos atrás, sabia apenas que era da Nação Ketu, mas sem nenhuma referência a minha raiz, com o tempo.. hoje encontro-me no Asè Engenho Velho, filha do Sr. Célio Delduque de Yànsán, filho de finado Xangozinho, não sou "ARA ENGENHO VELHO", apenas porque não "nasci" dentro do "ENGENHO VELHO", porém, procuro abraçar este Asè com empenho, dedicação e fidelidade, e hoje, sendo Ìyálòrìsá com casa aberta e filhos iniciados, posso passar a eles, a tradição de um Asè... meus filhos são "ARA ENGENHO VELHO", e isso, é algo que me enche de orgulho e realização...sensação de dever cumprido. E a convicção que deixarei um legado.  Sou extremamente consciente do meu propósito dentro do Candomblé e da presença de Ìyá Mi Òsún na minha vida como um todo, e procuro ensinar isso a eles. 
Combater uma intolerância religiosa externa, é imensamente louvável...mas, e a intolerância religiosa interna????? Eu acho que as pessoas devem se unir, dar as mãos para que o Candomblé seja uma religião de união e não de discórdia. Não estamos em um ring de lutas... a ética deveria ser mantida... Quanta de soberba existe para sempre acharmos defeitos na casa e nos feitos dos alheios?? Ora, a maneira de conduzir os atos pertencem  em particular àquela casa, às vezes, criticamos, mas somos sabedores, que em muitos casos "um copo de água" vira remédio!!! O importante disso tudo, são os resultados obtidos... se está dando certo... porque julgar???
Uma vez, me disseram que "cuidar de Òrìsás era muito fácil", mesmo com todas as fundamentações... "o díficil mesmo era cuidar de pessoas"... sábias palavras... as levo comigo!
Volto a bater na mesma tecla, como queremos que os externos nos respeitem como religião, se a desunião e a intolerância é enorme internamente???

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Campanha: #paznastorcidas

Paz nas Torcidas

Hoje convido-os ao exercício da caridade. E como sempre falo a caridade começa quando a fazemos para nós mesmos. No texto Em Paz com a Liberdade, falei sobre a paz que buscamos quando estamos em guerra. Gostaria que todos os que têm blogs, twitters entre tantos outros meios de comunicação na internet participassem da campanha PAZ NAS TORCIDAS. Vamos parar com estas guerras inúteis.
No dia 25 de Outubro de 2009, entre noticias que precedem as partidas de futebol, fomos surpreendidos por mais um fato que estarreceu a sociedade paranaense: o atropelamento do estudante de direito da Faculdade de Curitiba - João Henrique Mendes Xavier Viana, 21 anos, na saída de um estádio na Cidade de Curitiba. Filho da umbandista Ana Maria Mendes, que faz parte da gira que freqüento. Foi uma tragédia decorrente de briga entre torcidas. 
Através de um pedido nosso, o Deputado Caito Quintana redigiu um projeto de lei instituindo o quarto domingo do mês de outubro para essa reflexão da necessidade da paz em todos os estádios paranaenses, que foi aprovado pela Assembléia Legislativa. Portanto no próximo dia 24 de outubro, domingo, estamos montando estratégias para mostrar a todo mundo que queremos paz e queremos serenidade ao permitir que nossos filhos frequentem estádios.
Temos uma força incalculável se nos unirmos. Como fui agraciada de ter uma diversidade enorme de pessoas de todas as religiões neste espaço que criei, peço que  cada um, dentro de suas crenças espalhe pelo seu estado, por sua cidade a idéia de que é possível nos divertirmos e ensinarmos o espirito esportivo para nossos filhos. Aos blogueiros peço que dêem uma palavra de força a esta idéia, assim como os adeptos do facebook e do orkut. Aos twitteiros peço que usem durante a semana a hastag  #paznastorcidas.
A foto que coloquei aqui é do João, agora nosso simbolo pela paz, e pode ser usada para divulgar e ilustrar o blog de vocês. Vamos nos unir?Idéias serão bem aceitas. Se postarem algo em seus blogs me avisem para eu divulgar. Saravá!

O texto que citei foi o seguinte:
 

sábado, 2 de outubro de 2010

Candomblé que eu acredito!



"O Candomblé que eu
acredito é aquele construído por todos, espaço e
tempo de
continuar...
O Candomblé que eu acredito abomina a
feitiçaria,
o topa tudo por dinheiro, o materialismo desenfreado...
O Candomblé que eu acredito tem no Òrìsà o início, o fim e o meio, último
e único recurso...
O Candomblé que eu acredito é o das velhas e negras
senhoras, de fé inabalável e sabedoria que brota das raízes...
O Candomblé que eu acredito adora árvores como deuses, e tem na vida seu bem supremo...
O Candomblé que eu acredito é aquele onde o rechilieu
não suplanta valores e onde não se substitui a forma pelo conteúdo...
O Candomblé que eu acredito resistiu a
escravidão, ao
porrete da polícia, a marginalização e demonização sempre lhe imputada...
O Candomblé que eu acredito se faz no
dia-a-dia,
na convivência, na
tolerância com o irmão, na humildade, e
numa inifinita paciência
consigo e com os outros...
O Candomblé
que eu acredito não é um modismo, um suvenir, algo descartável
que jogamos fora quando não nos serve mais...
O Candomblé que eu
acredito não é um show de estética extravagante, circo dos incaltos,
mas
um ritual de celebração a vida...
O Candomblé que eu acredito
é uma experiência vivida de amor pleno ao Deus Pai e Mãe, dentro e fora
de nós....
muito Asè pra todos nós."

Fonte: Guardião do Peji!

domingo, 26 de setembro de 2010

Agenda: “MULHERES NEGRAS. TRABALHO E RENDA, CONQUISTAS E DESAFIOS”.



Seminário

“MULHERES NEGRAS. TRABALHO E RENDA, CONQUISTAS E DESAFIOS”.


O Evento é uma realização da Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu, das Secretarias Municipais de Trabalho e Renda e de Cultura e Turismo em
parceria com o Centro de Estudos e Cooperação Brasil Continente Africano e Diáspora – COBRA.

iniciando as 14Hs, no Espaço Cultural SYLVIO MONTEIRO sito à Rua Getulio Vargas n° 51 Centro Nova Iguaçu.
  
                            PROGRAMAÇÃO
14 Hs- ABERTURA DA EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA “PRETO NO PRETO”.

FOTÓGRAFO: Jorge Ferreira.

ATENDIMENTO SOCIAL E EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS ARTESANAIS.

14:30 min - PAINEL I - MULHERES NEGRAS – Racismo e Mercado de Trabalho

Palestrantes: Vânia Santana - Programa Diversidade e Equidade de Gênero - Petrobrás; Vilma Piedade- Coletivo de Mulheres Negras /RJ; Zezé Mota –
Superintendente da SUPIR /RJ- Superintendência de Promoção da Igualdade
Racial

15:30 min DEBATE.

16Hs - PAINEL II – FORMAÇÃO. QUALIFICAÇÃO. GERAÇÃO DE RENDA.

Palestrantes: Márcia Cristina - Secretaria de Trabalho do Município de Marica; Drª. Gaiaku Deusimar Corrêa – Coordenadora do CEN/RJ - Capacitação nas Casa
de Axé; Lúcia Xavier – CRIOLA – Geração de Renda; Kátia Alcântara -
Economia Solidária.

17:30 min - DEBATE.

18 Hs - MESA DE ENCERRAMENTO

Ministro do Trabalho – Sr. Carlos Lupi; Sr. Elói F. Araújo - Ministro de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; Prefeita do Município de Nova
Iguaçu Srª. Sheilla Gama; Secretário de Trabalho e Renda de Nova Iguaçu
Sr. Anselmo Luiz Jund; Secretário de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu
Sr. Ecio Salles; Vereadora Vilma Águazul; OMI OJÚ ARÔ Srª Yalorixa Mãe
Beata de Yemonjá – Coordenadora Regional do CEN Srª Gaiaku Deusimar de
Lissá; Coordenadora Regional da UNEGRO Srª Claudia Vitalino;
Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Sr.ª Rosilene
Torquato.

19 Hs - HOMENAGENS COM ENTREGA DE TROFÉUS E MOÇÕES. 

                              HOMENAGEADAS ESPECIALMENTE

Mãe Beata, Gaiaku Deusimar de Lissá, Prefeita Sheilla Gama, Mãe Meninazinha da Oxum, Mãe Palmira D´Oyá, Cecília Soares, Mãe Neide, Rose
Sintracomm, Vereadora Vilma Águazul, Arlene de Katendê.

                              HOMENAGEADAS COM MOÇÕES.

Profª. Valéria Texeira, Vilma Águazul, Lucia Xavier, Vilma Piedade, Kátia Econ. Solidária, Cabeça de Negra, Fórum de Mulheres Negras, Nilcenaira-
ILÊ de Omulú e Oxum, Inez- Ceafro, Rose- Mesquita, Deise Marcello,
Sonia, Claudia Vitalino- Unegro, Malu Silva - Presidente o M N do PDT de
Nova Iguaçu, Coisa de Mulher, Camtra, Casa de Cultura da baixada,
SUPPIR MERITI, Cetrab, Rede, Aduni Benton- Companhia Tudo em Cena, Jupy,
Isabel de Oyá, Silvia Regina, Mãe Nini da Oxum, Mãe Angela de Oxumare, Márcia Moura.

20 Hs – COQUETEL

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MUTIRÃO DE LEGALIZAÇÃO DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS DE TERREIROS DO ESTADO DO RJ


Por Valeria Teixeira
   
Mas, afinal, o que é esse tão falado mutirão?Causador de tantas polêmicas!!!
Para conhecer o que é precisamos voltar no tempo... mais precisamente em julho de 2009, quando fui eleita Conselheira pela cadeira de Religião do COMDEDINEPIR (Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro e Promoção da Igualdade Racial e Étnica de Duque de Caxias). Após a eleição, começamos a organizar a Câmara Temática de religião e, formei com alguns amigos de segmento diversos um grupo que se reunia semanalmente na Secretaria de Cultura de Caxias.  Lá surgiram diversas propostas que acabaram se concretizando e abrindo portas para outras futuras. Dentre elas, realizamos, a convite de Israel Evangelista (Ofarerê) uma parceria entre a SUPERDir e a Secretaria de Cultura de Caxias para a realização do “I Colóquio Nacional das Religiões de Matriz Africana,” em 10-09-2009 e, aproveitando os 100 anos da França no Brasil, nessa mesma data do Colóquio, através de outra parceria, agora da Secretaria de Cultura de Caxias com a produtora “Da Terra”  fizemos o lançamento do documentário “GISELE OMINDAREWÁ.”
Alguns dias após o Colóquio, ocorreu a II Caminhada pela liberdade religiosa e mais uma vez tivemos participação importante. A Câmara temática correu as Secretarias de Duque de Caxias e arrecadou fundos para produzir sua camisa personalizada para a caminhada. Levamos várias pessoas do nosso município que ajudaram a engrandecer esse evento tão significativo para nós da religião.
A partir do Colóquio, os convites não pararam mais e a Câmara Temática de Religião ganhou o Estado.
Insatisfeita com as dificuldades enfrentadas no município com relação às questões de religiosidade de matriz africana, em reunião da Câmara Temática, decidi deixar a cadeira de Conselheira.
A convite do Superintendente Sr. Cláudio Nascimento, fui conhecer a SUPERDir e comecei a participar de todas os eventos, reuniões da mesma, que tratavam da questão da Intolerância Religiosa (o que fazemos até hoje, sem faltar um dia) e levei comigo a Câmara Temática.
Dentro das reuniões que fazíamos em Caxias, uma das nossas maiores preocupações era relativa à legalização das casas de santo, que sofriam e sofrem ainda com o abandono das federações. Mas, havia um entrave que era a Defensoria Pública de Caxias, que não recebia bem os nossos religiosos, o que dificultava o processo de gratuidade.
Conheci então, o Dep. Federal Carlos Santana e falei de meus anseios. Ele se colocou à nossa disposição para apoiar a iniciativa e cobrava inclusive que fossem identificadas as casas, os membros,... criticando o fato desse trabalho de identificação estar sendo realizado por uma instituição privada e do segmento católico (grande repressor das religiões de matriz africana). Começamos então a nos organizar para iniciar o processo de legalização das casas.
Nesse espaço curto de tempo, em um evento na ALERJ, fui apresentada ao Dep. Estadual Gilberto Palmares por uma pessoa muito especial para mim: Marcos Penna, que relatou ao mesmo o meu desejo de realizar o trabalho de legalização das casas de santo, para dar às mesmas dignidade. O Dep. Então me apresentou seu assessor Dr. Marcelo Bento (advogado), que, no gabinete tratava de um trabalho de legalização que ainda era muito discreto em termos de número de processos, faltava divulgação!
Em algumas poucas conversas, fechamos uma parceria entre o nosso grupo, o Gabinete do Dep. Estadual Gilberto Palmares, o Gabinete do Dep. Federal Carlos Santana e criamos oficialmente o “MUTIRÃO DE LEGALIZAÇÃO DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS DE TERREIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO” que deu origem à instituição já conhecida por muitos de vocês: Centro Cultural Agué Marê.
A idéia inicial era legalizar em média uns 10 terreiros por mês, mas, a coisa foi ganhando proporções bem maiores que as esperadas. O primeiro Mutirão foi realizado em Duque de Caxias e teve a presença de 89 representantes de terreiros, que vieram de diferentes municípios.
Por que contar essa história?
Infelizmente, algo que tinha de ser comemorado por toda comunidade religiosa, vem acarretando algumas tristezas para o grupo que realiza o trabalho.
Diferentes instituições que tiveram acesso à legalização e tiram proveito dessa vantagem sobre as demais casas já a um longo tempo, parece que agora resolveram ficar boazinhas e vem tentando tirar do grupo a autoria do projeto junto às casas de santo. Isso porque no início do projeto muitos achavam que não daria resultado e os religiosos continuariam com vendas nos olhos sem conhecer seus direitos/deveres e não entendendo porque determinada casa tinha benefícios e outras não. Isso fazia e faz ainda com que muitas delas tenham que se associar e pagar mensalidades a outras casas para receberam benefícios e repassarem para suas comunidades. Eu considero isso um absurdo!
Sempre acreditei que existe espaço para todos e, o governo não pode levar a culpa pelo fato de irmãos de fé explorarem o desconhecimento de outros e se julgarem superiores. Além disso, aqueles que não fazem esse tipo de associação, por terem sua documentação, se dizem representantes dos outros que não a tem. Não precisamos ser representados por esse tipo de gente. Representante para mim tem compromisso, dá acesso, abre portas, encaminha,...
Eu digo para as casas que visito ou mesmo àquelas que me ligam ou mandam e-mail (tentando saber o que está acontecendo, porque já com seus processos em andamento, outras pessoas estão procurando-as para oferecer o mesmo trabalho de legalização, tentando prejudicar o trabalho do grupo com falsas especulações a respeito do processo) que, ninguém pode falar por eles, eles tem voz e, cabe a eles verificarem por qual motivo essas instituições que sabiam o caminho das pedras há muito tempo, só resolveram se apresentar como realizadores desse mutirão agora?
A verdade é que, o Mutirão de legalização se tornou um sucesso e, recebemos pedidos de vários Estados para implantação do mesmo. A demanda está imensa, estamos nos estruturando para melhor atender às casas, até porque não pensamos nesse sucesso tão rápido.
Outro fator importante é que essas pessoas estão preocupadas em promover esse processo de legalização por conta das eleições, quero ver quando acabar esse período!!! Fiquem tranqüilos porque o Mutirão não vai parar, pelo contrário, voltará mais forte depois das eleições e não tem prazo determinado para encerrar suas atividades (isso só poderá acontecer quando o Mutirão puder apontar com dados verdadeiros e, para acesso de todos quem somos, quantos somos e onde estamos). Até por que o processo de legalização viabiliza essas informações.
Em alguns dias, será lançado o Site do Mutirão (já está em processo de construção), nele, qualquer pessoa poderá localizar as casas legalizadas do Estado através do mapa, com seus endereços, contatos, fotos, história do Axé e, como não somos mesquinhos nem tão pouco intolerantes, as casa que não foram legalizadas por nós, mas, são legalizadas, poderão ter seus dados nesse site também e, de forma gratuita, como todo nosso trabalho.
Não estou preocupada que tenham outras pessoas fazendo legalizações por aí.  Quero um dia ver todas as casas de santo legalizadas, não só em nosso Estado, mas, no País. O que não posso permitir é ver aproveitadores querendo aparecer, se fazer de bons moços à custa de um trabalho sério do qual nos orgulhamos de realizar com os parceiros maravilhosos que são Gilberto Palmares e Carlos Santana.
Não iria colocar esse desabafo agora por conta das eleições, mas, como os aproveitadores estão inclusive, manchando a imagem desses 2 políticos sérios e comprometidos com a nossa causa,  resolvi tornar público o fato agora.
Quem quiser saber mais informações sobre o Mutirão ou sobre o Site, pode fazer contato por telefone ou e-mail.

Peço desculpas, mas, a comunidade religiosa tem que saber sempre a verdade dos fatos.

Um grande abraço e Axé!!!

Profª Valeria Teixeira
Presidente de Honra do centro Cultural Agué Maré
Coordenadora do Mutirão de Legalização das Comunidades Tradicionais de Terreiros do Estado do Rio de Janeiro


Coordenação do Mutirão: Profª Valeria Teixeira
                              (21) 9327-0094 / 9879-8707 / 8385-7943

Evento - Agenda Cultural

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Repúdio a Revogação - Divulguem!!!!!!

Encontrava-me na reunião do Centro de Referência de  Enfrentamento a Intolerância Religiosa e Promoção de Direitos Humanos, na SUPERDir (Prédio da Central do Brasil, 7º andar - Centro do Rio), quando foi exposto como pauta, o assunto de  um e-m que está circulando na rede, com a notícia que o Dep. Edson Albertassi, candidato a reeleição como Dep. Estadual, tinha apresentado em 08/09/10, um projeto de lei revogando as leis que declaram a Umbanda, o Candomblé e os dias de Iemanjá, Nanã, Iansã e Oxum como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro. As leis do Dia de Iemanjá e do Dia de Oxum obrigam o Estado a custear os festejos religiosos destes orixás. Conforme consta em site do supracitado Deputado:

"ALBERTASSI QUER REVOGAR LEIS DA UMBANDA, CANDOMBLÉ E ORIXÁS

Rio de Janeiro - 10/09/2010
O deputado estadual Edson Albertassi apresentou, nesta quarta-feira (08/09), um projeto de lei revogando as leis que declaram a Umbanda, o Candomblé e os dias de Iemanjá, Nanã, Iansã e Oxum como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro. As leis do Dia de Iemanjá e do Dia de Oxum obrigam o Estado a custear os festejos religiosos destes orixás. Estas leis foram aprovadas pelos deputados em 2009 e início de 2010. Edson Albertassi foi o único parlamentar que votou contra TODAS estas leis e agora, quer a revogação TOTAL delas.

De acordo com o deputado Albertassi, estas leis ferem a Constituição Federal: “Não é correto que o Estado Laico e Democrático transforme religiões e festividades religiosas em patrimônio imaterial. É clara a inconstitucionalidade destas leis, pois fere a separação entre a religião e o Estado”. Na justificativa do projeto, o parlamentar cita o Artigo 19 da Constituição Federal que proíbe o Estado de subvencionar cultos religiosos e manter relações de aliança com eles.

Cultos de libertação e pregações pentecostais podem ser atingidos pelas leis (mordaça)
A Constituição Federal estabelece que o Estado deve proteger o seu patrimônio cultural (material e imaterial) e afirma que os danos e ameaças ao patrimônio devem ser punidos. Mas, o que seria dano ou ameaça a Umbanda e Candomblé? A legislação não deixa isso claro. Pressupõe-se que até a pregação eloqüente de pregadores pentecostais, testemunhos de ex-macumbeiros e cultos de libertação possam ser atingidos."

O argumento usado pelo referido Deputado, que o Estado não pode conceder privilégios a um grupo religioso: “No Brasil, há uma mistura sobre os conceitos de CULTURA e RELIGIÃO. Precisamos separar estas duas questões, porque sob o viés de “cultura”, algumas religiões vêm sendo beneficiadas pelo Poder Público em detrimento das outras”.

Vale ressaltar, que as leis são de autoria do deputado estadual Átila Nunes, que tem uma atuação voltada para os interesses dos umbandistas.

LEI 5506/2009 - Declara o candomblé Patrimônio Imaterial do estado

LEI Nº 5506, DE 15 DE JULHO DE 2009.

DECLARA O CANDOMBLÉ COMO PATRIMÔNIO IMATERIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:



Art. 1º Declara como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro o Candomblé, religião de matriz afro-brasileira.

Art. 2º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 15 de julho de 2009.


LUIZ FERNANDO DE SOUZA
Governador em exercício

LEI - 5200/2008 - Cria o dia da umbanda e do umbandista e do umbandista

LEI Nº 5200, DE 11 DE MARÇO DE 2008.
 
INSTITUI NO CALENDÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, O DIA 15 DE NOVEMBRO COMO “O DIA DA UMBANDA E DO UMBANDISTA."

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, em exercício
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

      Art. 1º Institui no calendário oficial do Estado do Rio de Janeiro o dia 15 de novembro como “O Dia da Umbanda e do Umbandista."

      Art. 2º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.


Rio de Janeiro, 11 de março de 2008.

LUIZ FERNANDO DE SOUZA
Governador em exercício

Em não concordância a essa revogação ilógica e sem fundamentos, como cidadã  e  como uma orgulhosa adepta do Candomblé, sentido-me ofendida e desrespeitada com tal atitude, convoco a todos da sociedade civil, que estejam embuídos do mesmo sentimento, que demonstrem através das suas redes sociais, o seu repúdio a essa pretensa intenção do mencionado Deputado. Fazendo com que as nossas vozes, a "voz do Povo do Santo", seja a garantia de proteger o direito adquirido em nome da nossa religiosidade.

Peço a divulgação intensa e em massa, para que nossos direitos como cidadãos sejam respeitados.

Ìyálòrìsá Elaine ti Òsún
Asè a todos!
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Queridos amigos!!!
Segue a matéria completa sobre o tema discutido em nossa reunião ontem e, mais,... 
Cabe a cada um de nós, elaborar pelas próprias mãos, uma nota de repúdio a essa intolerância religiosa, a essa xenofobia, antes que vejamos as nossas leis sendo revogadas. Ainda dá tempo!!! Precisamos repassar essa matéria a todos os nossos amigos e encher a caixa de mensagem da Presidência da ALERJ, de Deputados que nós tenhamos algum contato, do Gab. do Governador,...
Mais importante do que enviar para o e-mail da Presidência da ALERJ e outros essa nota individual, cabe a todos nós o dever de antes,  pesquisar as Leis que foram elaboradas e aprovadas com a autoria desses dois "fidedigníssimos" senhores. Aí, vamos entender o POR QUÊ???
Os Dep. em questão são: Edson Albertassi e Edino Fonseca.

É por isso que, na hora de votar, temos que saber quem realmente está ao nosso lado. Quem aprova Leis favoráveis ao nosso povo,ao nosso segmento religioso tão discriminado, perseguido e humilhado durante muito tempo!!!!
Eu indico ler os trabalhos de GILBERTO PALMARES Dep. Estadual 13455 e CARLOS SANTANA Dep. Federal 1301. Eles sim, estão brigando pelas nossas causas (não agora em campanha eleitoral, o trabalho vem acontecendo no decorrer de seus mandatos, é só pesquisar) e, não, prometendo brigar num futuro incerto. Desculpe, mas, tem muita gente sendo iludida por falsas promessas vindas de pessoas oportunistas que sabem que não somos minoria, que temos coração bom, boa fé. e daí por diante. É por esse motivo que somos obrigados a ver nossos avanços retrocedendo a passos largos. CHEGA!!!!!

Um abraço.

Profª Valeria Teixeira
93270094
98798707
83857943

Assista ao Video abaixo, para ver a justificativa de Edson Albertassi contra as leis que declaram:

Umbanda e Candomblé patrimônio imaterial.

Leis do Deputado Átila Nunes.

Ele afirma que Pastores estão prejudicados com esta lei.

http://guilhermecostaimw.blogspot.com/2010/08/albertassi-explica-o-voto-contrario-as.html

Ele afirma que é “simples como Jesus era” e “corajoso como Jesus era”

Fonte da matéria abaixo: http://www.geledes.org.br/afrobrasileiros-suas-lutas/deputado-quer-revogar-leis-da-umbanda-candomble-e-orixas.html

quarta-feira, 8 de setembro de 2010


DEPUTADO QUER REVOGAR LEIS DA UMBANDA, CANDOMBLÉ E ORIXÁS

O deputado estadual Edson Albertassi apresentou, nesta quarta-feira (08/09), um projeto de lei revogando as leis que declaram a Umbanda, o Candomblé e os dias de Iemanjá, Nanã, Iansã e Oxum como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro.


As leis são de autoria do deputado estadual Átila Nunes, que tem uma atuação voltada para os interesses dos umnbandistas.

As leis do Dia de Iemanjá e do Dia de Oxum foram aprovadas pelos deputados em 2009 e início de 2010. Edson Albertassi quer a sua revogação

De acordo com o deputado Albertassi, estas leis ferem a Constituição Federal: “Não é correto que o Estado Laico e Democrático transforme religiões e festividades religiosas em patrimônio imaterial”.

Edson Albertassi diz que as leis do deputado estadual Átila Nunes impedirão a pregação eloqüente de pregadores pentecostais, testemunhos de ex-macumbeiros e cultos de libertação possam ser atingidos.

Segundo o deputado Albertassi, "no Brasil, há uma mistura sobre os conceitos de cultura e religião. Precisamos separar estas duas questões, porque sob o viés de “cultura, algumas religiões vêm sendo beneficiadas pelo poder público em detrimento das outras”.

Segundo Albertassi, foi assim que muitas leis beneficiando a Umbanda foram aprovadas na Assembléia Legislativa pelo meu colega deputado Átila Nunes. "Não se trata de nada pessoal contra ele, mas sim contra a Umbanda e o Candomblé, que não podem se igualar aos evangélicos, este sim, verdadeiros religiosos que não se baseiam em vodus e manifestações questionáveis"

Albertassi reconhece o trabalho de décadas "do deputado estadual Átila Nunes em defesa de sua seita, mas existe um limite nas suas ações de reconhecimento e na busca de igualdade de tratamento da Umbanda e do Candomblé com as religiões cristãs".

Fonte da matéria abaixo: http://guilhermecostaimw.blogspot.com/2010/04/deputado-edson-albertassi-votou-contra.html

Parlamentar Evangélico foi o único a votar contra TODAS as leis que transformam orixás e religiões afro-brasileiras em propriedade imaterial do Rio de Janeiro
http://4.bp.blogspot.com/_pTYXaeixKsg/S8iwj8HmK7I/AAAAAAAAAFw/jV8g7NCfApM/s320/IMG_9140.JPG
A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, com voto contrário do deputado estadual Edson Albertassi, o projeto de lei nº 1924/2008, que transforma o Dia de Oxum em propriedade imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A proposta se transformou na Lei 5.650/2010 e estabelece que a data (08/12) será comemorada com festejos programados e realizados pelo Governo do Estado. Na prática, sob o viés de Cultura Religiosa, as festas comemorativas serão patrocinadas com dinheiro público.

Desde o ano passado, a Alerj tem votado propostas semelhantes que já se tornaram leis e o deputado Edson Albertassi votou contra todas elas. Já se tornaram patrimônio imaterial do Estado: Dia de Nanã (Lei 5.524/2010), Dia de Iansã (5.540/2010), Dia de Iemanjá (Lei 5.495/2010), o Candomblé (5.506/2009) e a Umbanda (Lei 5.514/2009). Os deputados estaduais também aprovaram, com voto contrário do Deputado Edson Albertassi, o Dia de Combate a Homofobia (na mesma data do Dia do Orgulho Gay – 28 de junho).

No Diário Oficial do Poder Legislativo é possível comprovar que, por diversas vezes, Edson Albertassi foi o único parlamentar que votou contra. Nestes projetos polêmicos, a bancada evangélica (formada por diversos bispos e pastores) se omitiu. É importante registrar a coragem e o posicionamento do único deputado evangélico que manifestou o seu voto contrário em TODAS as votações referentes ao assunto. Parabéns, Edson Albertassi!

O deputado está no seu terceiro mandato e é diácono da Assembléia de Deus em Volta Redonda. Há 08 anos, é o presidente da Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle da Alerj, que é responsável pela análise, acompanhamento e fiscalização do orçamento do estado e das contas do governador.

Você acha que já viu de tudo? Então veja esta:

Deputado Edino Fonseca (RJ) afirma que
entidades da umbanda foram as responsáveis pelas enchentes em São Paulo e Angra dos Reis

Em ano eleitoral realmente tudo é válido?
Solicito a leitura também do comentário que faço logo após a matéria.
Pastor afirma que enchentes em São Paulo e Angra dos Reis foram causadas por entidades da umbanda
http://www.alerj.rj.gov.br/fotos/edino_fonseca_001_new.jpg“As enchentes de São Paulo, a tragédia em Angra dos Reis é culpa das entidades Iansã e Nanã na visão do pastor e deputado estadual Édino Fonseca. O deputado do PSC do Rio de Janeiro atrela sua justificativa ao projeto de lei 1926/08, autoria do deputado Átila Nunes que aprovado em uma comissão da Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) cria dois dias de comemoração as entidades no estado.
Na análise do deputado esta entidade é a culpada. “A culpa disso não é de Deus e sim do nanã, que mata milhares de pessoas todos os anos”, frisa Fonseca lembrando, em entrevista ao jornal Integração do Rio de Janeiro, que iansã cria sentimentos ousados e desesperados.
O deputado pressiona ainda o governador Sérgio Cabral (PMDB), que já se mostrou favorável a outras iniciativas como a Parada Gay, a vetar o projeto.










sábado, 4 de setembro de 2010

A condecoração do Candomblé!!

A força da nossa ancestralidade
  
Como já mencionei anteriormente, acho que 2010 está sendo um ano excelente para as religiões de matriz africana. A caminhada é longa, árdua, porém, com determinação  e garra estamos caminhando... devagar e sempre! E graças aos nossos Deuses, estou tendo a oportunidade de ser testemunha desses avanços. 
Ontem, mais uma vez, pude participar e apreciar mais um grande passo dessa longa empreitada, que pertence a todos os nossos ancestrais, que por séculos foram massacrados, humilhados, menosprezados, coagidos, inibidos, punidos, constrangidos,  ceifados em suas vidas, porém, com garra, determinação e fé, não se deixaram abater em seus ideais e crenças, e repassaram com destreza, essa firmeza, a todos seus descendentes.
E por falar em descendência... Vou falar da homenageada do dia, uma representante legítima dessa nossa identidade afro-descendente, Maria do Nascimento, conhecida com Mãe Meninazinha de Òsún... nossa Mãe Naná!

Mãe Meninazinha e Deputado Gilberto Palmares

Que foi agraciada, merecidamente pela Alerj, na figura do ilustre Deputado Gilberto Palmares, em Sessão Solene com a Medalha Tiradentes em 03 de setembro de 2010. 
 
Uma legítima filha de Òsún, que foi iniciada a 50 anos atrás por sua avó carnal, a Ìyá Davina de Omulu, onde também nesse ano, pudemos comemorar em julho, o  seu centenário de iniciação, com grandes eventos realizados dentro do Ile Asè Omulu Òsún em São Matheus, no munícipio de São João de Meriti. 
Uma Ìyálòrìsá que honrando a sua descendência, vem trabalhando ao longo desses anos de Sacerdócio, com humildade, integridade, fé, dedicação, comprometimento, responsabilidade social, garra, coragem...respeitando e se fazendo respeitar! Utilizando-se da coragem nata pulsante no sangue dos nossos ancestres. E que vem servindo, e bem servindo... diga-se de passagem, de exemplo vivo, para as novas gerações de Ìyálòrìsás e Bàbálòrísás (assim como eu). 

Início da Solenidade

Muito se tem a dizer à respeito de Mãe Meninazinha,  e talvez em nada eu acrescente, ainda mais diante de todas as bonitas palavras que ali foram mencionadas em sua homenagem, através da mesa composta pelo Deputado Gilberto Palmares, Ekedji Margarida (Ajoiyè do Ilè Asè Omulu Òsún,  Pai Luiz de Omulu, Adailton Moreira (Assessor da Superdir-SEASDH), representante de Ìyá Beata de Yemoja, Prof. Valeria representante do Dep. Carlos Santana e José Marmo (Coordenador da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileira e Saúde), pois além de ter sido a expressão da pura verdade, ecoou como grito na garganta de todos os seus admiradores. Portanto, o que eu gostaria de deixar aqui registrado, que por mérito de Mãe Meninazinha, pudemos testemunhar a  execução de nossos toques sagrados (Opanijè (Omulu) e Ijesá (Òsún) dentro da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), algo jamais imaginado anteriormente, e que ficará perpetuado em minha mente. Foi incrivelmente lindo, ver todo o Povo do Santo ali presente em um Plenário, saudando Pai Omulu e Mãe Òsún, em uma verdadeira comoção de fé, respeito e alegria! De verdade... tirou lágrimas dos olhos! 

Bàbá Luiz de Omulu, Adailton Moreira, Prof. Valéria e José Marmo


Mãe Meninazinha com toda a  sua doçura, humildade e sapiência em seu discurso de agradecimento disse: "Essa homenagem é de todos os nossos ancestrais... essa homenagem é da religião... do Candomblé de modo geral.  Essa medalha é de todos vocês".

Momento esperado... A Medalha Tiradentes sendo entregue por Mãe Nilce e Iyatemi Valeria


Ratificando as sábias palavras da minha mais velha: Junto com Mãe Meninazinha... O Candomblé foi também condecorado!

Demais fotos do evento:

Mãe Meninazinha e Ivanir dos Santos

Adailton Moreira e Prof. Valeria


Representantes Religiosos - Bàbá Paulo do Ògún, Ìyá Tania de Yemoja, Ìyá Helena de Dan, eu e Ìyá Conceição de Lissá


Clinton Paz, Nelson Tomegê Dantas e todo o plenário



Condecorados: Mãe Meninazinha e o Candomblé



Representatividade Religiosa

 
Òsún Oore Yeye O! 


Omiro waran waran waran Omiro!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Agenda - Ilè Asè Opò Afonjá



O povo do Candomblé e das demais religiões de matriz africana, estão em festa! Pois o ano de 2010, tem sido um ano super representativo para a nossa religiosidade, para a nossa auto-afirmação como adeptos de uma religião tão massacrada e perseguida por anos e anos.

Devemos nos fazer presentes, no Centenário de Aganju no Ilè Asè Opò Afonjá sito à Rua Florisbela, 1029 - Coelho da Rocha - São João de Meriti - RJ.

Programação - Dia 05 de setembro de 2010 

08:00 às 09:00 h - Café da manhã
09:00 h - Hino Nacional (Diversidades) - Saudação ao Asè - Alujá
09:30 h - Abertura - Ìyá Regina Lúcia de Yemoja
10:00 às 12:00 h - Painel " Políticas Públicas para um Asè Centenário " com as presenças do Deputado Federal Carlos Santana, Zulu Araújo (Pres. Fundação Palmares), Ivanir Ribeiro (Babalawo e Interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa - RJ) - Mediadora Maria Isabel A. Fortes
12:00 às 13:30 h - Almoço
14:00 h - Composição da Mesa
Tema: Sangò - Palestrante: Ìyá Beata de Yemoja
Tema: As Ìyalòrìsas do Asè Opo Afonjá no RJ
Eugenia Anna dos Santos (Mãe Aninha) e o Asè no Rio de Janeiro - palestrante: Profº José Beniste (Historiador e Escritor);
Agripina de Souza (Mãe Agripina) - palestrante: Miguel Nunes de Sá (Bàbálosaniyn do Asè);
Cantulina Garcia Pacheco - Mãe Cantu - palestrante: Bira de Sangò (Bàbálòrìsá Ilè Asè Ogó Odo);
Regina Lúcia Fontes dos Santos - Mãe Regina (atual Ìyálòrìsá do Asè Opò Afonjá - RJ) - palestrante: José Lopes Gomes - (Oju Obá do Asè);
Stella de Azevedo Santos - Mãe Stella (atual Ìyálòrìsá do Asè Opò Afonjá - BA);
Encerramento das palestras: Ìyá Regina Lúcia
17:00 h - Exibição do documentário sobre Ìyá Agripina de Souza
18:00 h - Apresentação do BAC (Balé Afro Contemporâneo)

Dia 07 de Setembro de 2010 

16:00 h - Sirè-Òrìsá
21:00 h - Encerramento - Jantar Festivo

Fonte: Folder do evento



Ki Sangò fun wa ní íwà àti alàáfià (Que Sangò nos dê a dignidade e a paz)


Fotos do Evento:
Tio Miguel de Sangò, Mãe Regina de Yemoja e Pai Bira de Sangò

Pai Bira de Sangò, Prof. Valéria, José Marmo e Mobá

Mãe Railda de Òsún e eu

Mãe Railda e a mesa palestrante

Òpó Afònjá - Plenária

Mãe Regina Lucia de Yemoja em sua palestra

Confraternização - Lindas Ìyás Mãe Railda e Mãe Beata

Mãe Railda de Òsún e Mãe Beata de Yemoja

Mãe Maria de Yànsán e eu

Ícones do Candomblé

Apresentação do BAC - Grupo Afro

Mãe Regina Lúcia de Yemoja em seu lindo Alujá

Eu e Mãe Regina Lúcia de Yemoja - Mo Jùbá Ìyá Mi!